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A Miúda Agridoce

Miúda banal dos subúrbios de Lisboa, capital de Portugal, de onde orgulhosamente provenho.

A Miúda Agridoce

Miúda banal dos subúrbios de Lisboa, capital de Portugal, de onde orgulhosamente provenho.

Porque é que fazem isto?

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Eu juro que não gosto de me repetir muito, mas isto tem uma dimensão tal, que mexe demasiado comigo. Sei que a conversa já chateia, que já toda a gente fala disto e que não há nada de novo para acrescentar. Será? Nunca conseguirei conceber como existe neste mundo algum ser capaz de largar ao abandono um animal, assim só porque sim. Não percebo, não compreendo. Só de me lembrar que alguém é capaz disso gera-se em mim uma raiva tal que me vêm as lágrimas aos olhos. Continua a saga dos animais abandonados, deixados a morrer, encontrados vivos ou mortos, nem sei se isso interessa muito ao supostos "donos". As pessoas encontram na crise a justificação maior para esta situação o que a meu ver é só uma justificação deplorável e rasca. Ninguém abandona um animal porque "é a crise". Abandona-se um animal porque é muito chato querer ir passar o fim-de-semana fora e ter que pedir à vizinha ou à amiga que vá lá a casa dar de comida ao cão ou ao gato. Então, como o egoísmo se sobrepõe a qualquer sentimento por um animal a solução mais óbvia é agarrar no "empecilho" e mandá-lo fora. Acho que essas pessoas pensam lá naquele micro-cérebro delas que eles vão ficar bem "alguém o apanha, ele até é bonito" ou "ele safa-se a comer restos no lixo, eles são espertos". Enfim. Se não sabem a responsabilidade que um animal exige, POR FAVOR não adoptem, comprem, ou que for. Um animal é uma vida, não vale mais ou menos que a de um humano mas exige respeito e amor tal como tudo nesta vida. 

 

 

frrrrrio e crise

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Pois é. Aqui estamos nós hoje, com um frio danado e sem que nada nem ninguém (a não ser o boletim metereológico) o fizesse prever, tivemos que ir a correr para o a arrecadação, desencantar as caixas de botas e os casacões. Quanto a mim, nada conta. Adoro a roupa de Inverno, acho-a super fashion, as botifarras de cano alto, os cinzas, os castanhos, os casacões super quentinhos! enfim... uma panóplia de conjunções de roupa que acho deliciosaaaa. E além do mais estamos quase no Natal, o que quer dizer que os meus mais-chegados podem começar a pegar nas canetinhas e nos blocos de notas e apontar alguns dos meus "wishes"... brincadeirinha! Fui só eu que achei que estes últimos três meses passaram a voar? Ainda ontem estava eu em Agosto a celebrar o meu aniversário e agora olho e falta pouco ou nada para o final do ano. Uffaaaaa... se por um lado estou ansiosa pelo final do ano, deixar para trás mágoas vividas em 2014 "like its a new beggining" por outro lado estou receosa em relação ao 2015. Já estamos a ser bombardeados pelos conhecidos aumentos disto e daquilo, subida do preço daquilo e de aqueloutro. Se por um lado tenho esperança que tudo melhore, por outro tenho medo que de forma geral tudo piore... e a minha família? Até agora temos podido viver mais ou menos "descansados" mas daqui em diante poderemos dizer o mesmo? É triste viver num país onde reina a incerteza. Nada é certo como antigamente, os nossos pais viveram tempos bem mais descansados, os nossos avós não. Mas agora que penso, a minha mãe casou com a minha idade e eu ainda ando aqui com a poupa no ar a pensar se algum dia terei o mínimo de estabilidade para assentar. Vamos aguentando dentro deste país que neste momento, pouco ou nada nos garante.

 

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