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A Miúda Agridoce

Miúda banal dos subúrbios de Lisboa, capital de Portugal, de onde orgulhosamente provenho.

A Miúda Agridoce

Miúda banal dos subúrbios de Lisboa, capital de Portugal, de onde orgulhosamente provenho.

Porque é que fazem isto?

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Eu juro que não gosto de me repetir muito, mas isto tem uma dimensão tal, que mexe demasiado comigo. Sei que a conversa já chateia, que já toda a gente fala disto e que não há nada de novo para acrescentar. Será? Nunca conseguirei conceber como existe neste mundo algum ser capaz de largar ao abandono um animal, assim só porque sim. Não percebo, não compreendo. Só de me lembrar que alguém é capaz disso gera-se em mim uma raiva tal que me vêm as lágrimas aos olhos. Continua a saga dos animais abandonados, deixados a morrer, encontrados vivos ou mortos, nem sei se isso interessa muito ao supostos "donos". As pessoas encontram na crise a justificação maior para esta situação o que a meu ver é só uma justificação deplorável e rasca. Ninguém abandona um animal porque "é a crise". Abandona-se um animal porque é muito chato querer ir passar o fim-de-semana fora e ter que pedir à vizinha ou à amiga que vá lá a casa dar de comida ao cão ou ao gato. Então, como o egoísmo se sobrepõe a qualquer sentimento por um animal a solução mais óbvia é agarrar no "empecilho" e mandá-lo fora. Acho que essas pessoas pensam lá naquele micro-cérebro delas que eles vão ficar bem "alguém o apanha, ele até é bonito" ou "ele safa-se a comer restos no lixo, eles são espertos". Enfim. Se não sabem a responsabilidade que um animal exige, POR FAVOR não adoptem, comprem, ou que for. Um animal é uma vida, não vale mais ou menos que a de um humano mas exige respeito e amor tal como tudo nesta vida.